Finalização dos trabalhos de Educação das Relações Étnico-Raciais do 5º ano C, 2016.
Primeira vez que este trabalho foi feito. Um sucesso!
Escola Municipal Dr. Wilson Romano Calil
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segunda-feira, 28 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Para Saber: Anastácia
Anastácia:
resistência negra santificada
Por:
Thaís Nascimento
Foi
em mil oitocentos e oitenta e oito, então a 13 de maio depois da Abolição que o
escravo, a princesa fez a sua libertação Me refiro a uma história de uma
escrava sofrida por nome de Anastácia que foi muito perseguida e sacrificada a
ponto de cedo perder a vida (Cordel da Escrava Anastácia)
Cultuada
no Brasil como santa e heroína, considerada uma das mais importantes figuras
femininas da história negra, a vida da escrava Anastácia é um misto de luta,
bravura, resistência, doçura e fé. Nas versões orais ou escritas, os registros
falam sobre uma bela mulher que não cedeu aos apelos sexuais de seu senhor e,
por isso, foi estuprada e amordaçada. A luta de Anastácia transformou-se em
exemplo e até hoje sua força inspira milhares de devotos. A história de
Anastácia começa em 9 de abril de 1740, com a chegada no Rio de Janeiro do
navio negreiro “Madalena” vindo da África.
No
carregamento havia 112 negros Bantus, originários do Congo, para serem vendidos
como escravos. Entre eles, estava Delminda, mãe de Anastácia, que foi
arrematada por mil réis assim que chegou ao cais do porto. Foi violentada e
acabou ficando grávida de um homem branco, motivo pelo qual Anastácia, sua
filha, nasceu com os olhos azuis. Representada como uma mulher forte, guerreira
e algumas vezes orgulhosa, Anastácia era conhecida por reagir e lutar contra a
opressão do sistema escravista. Era muito cobiçada por sua beleza, mas ao mesmo
tempo em que cultivava o desejo, seu comportamento despertava a ira de seus
senhores e também de suas mulheres, que não se conformavam com a beleza da
escrava.
Anastácia
foi sentenciada a usar uma máscara de ferro por toda a vida, que só era
retirada na hora de se alimentar. Suportou por anos a violência dos
espancamentos, que só terminariam em sua morte. Sua resistência diante da dor e
dos maus tratos sofridos acabou por incentivar outros negros escravizados.
Fé
Os
restos mortais de Anastácia foram sepultados na Igreja do Rosário e sumiram
após um incêndio fazendo com que aumentassem as dúvidas a respeito da história
da moça. Ao mesmo tempo, a crença popular a tornou um mito religioso. Segundo
seus devotos, “A Santa” (como é cultuada dentro das religiões
Afro-Brasileiras), é capaz de realizar milagres. Anastácia colocava as mãos no
doente e os males desapareciam. Por ironia do destino, o dom que possuía acabou
levando Anastácia a salvar a vida do filho do fazendeiro que a violentou.
Em
desespero, a família decidiu recorrer à escrava para salvar a vida do menino.
Pediram sua ajuda e a Santa realizou a cura, para espanto de todos. Atualmente,
muitas entidades estão unidas no propósito de solicitar ao Papa, a beatificação
da escrava Anastácia. Ao perfil de guerreira que luta contra a escravidão e a
torna modelo de liderança e resistência, soma-se o de milagrosa. Parte da
história de Anastácia foi recuperada em 1968, quando a Igreja do Rosário, no
Rio de Janeiro, fez uma exposição em homenagem aos 90 anos da Abolição. Lá foi
exposto um desenho de Étienne Victor Arago em que reproduzia uma escrava do
século XVIII que usava máscara de ferro, método empregado nas minas de ouro
para impedir que os escravos engolissem o metal.
A
existência de Anastácia é colocada em dúvida por estudiosos do assunto, já que
não existem provas materiais de sua existência, mas a fé em sua existência
atrai milhares de devotos pelo país. O “Consagrado à Escrava Anastácia”,
celebrado no dia 12 de maio, data em que Anastácia nasceu em Minas Gerais, foi
escolhida para relembrar a vida da escrava guerreira.
http://www.ceert.org.br/noticias/historia-cultura-arte/3526/anastacia-resistencia-negra-santificada
Para Saber: Zumbi dos Palmares
Quem foi Zumbi e
realizações
Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas
no ano de 1655. Foi o principal representante da resistência negra à escravidão
na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade
livre formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos pobres
expulsos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da
Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares
(Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou
uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os
negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que
precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado
quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue ao padre jesuíta
católico Antônio Melo, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu
a língua portuguesa, latim, álgebra e a religião católica, chegando a ajudar o
padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, fugiu de Porto Calvo
para viver no quilombo dos Palmares. Na comunidade, deixou de ser Franciso para
ser chamado de Zumbi (que significa aquele que estava morto e reviveu, no
dialeto de tribo imbagala de Angola).
No ano de 1675, o quilombo é atacado por
soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande
guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a
retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província
de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi
coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas,
enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se
líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do
governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo
várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande
habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e
conhecimentos militares.
O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza,
no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa
batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi
consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas
do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.
Importância de Zumbi
para a História do Brasil
Zumbi é considerado um dos grandes líderes de
nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela
liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial.
O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o
território nacional como o Dia da Consciência Negra.
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/zumbi_dos_palmares.htm
http://www.zumbidospalmares.edu.br/
Para Saber: Dandara
Personalidades
Negras – Dandara
Guerreira
do período colonial do Brasil, Dandara foi esposa de Zumbi, líder daquele que
foi o maior quilombo das Américas: o Quilombo dos Palmares. Com ele, Dandara
teve três filhos: Motumbo, Harmódio e Aristogíton. Valente, ela foi uma das
lideranças femininas negras que lutou contra o sistema escravocrata do século
XVII e auxiliou Zumbi quanto às estratégias e planos de ataque e defesa da
quilombo.
Não
há registros do local onde nasceu, tampouco da sua ascendência africana.
Relatos e lendas levam a crer que nasceu no Brasil e se estabeleceu no Quilombo
dos Palmares enquanto criança. Ela foi uma das provas reais de que a mulher não
é um sexo frágil. Além dos serviços domésticos, plantava, trabalhava na
produção da farinha de mandioca, caçava e lutava capoeira, além de empunhar
armas e liderar as falanges femininas do exército negro palmarino.
Sempre
perseguindo o ideal de liberdade, Dandara não tinha limites quando o que estava
em jogo era a segurança do quilombo e a eliminação do inimigo. Ela defendia que
a paz em troca de terras no Vale do Cacau, que era a proposta do governo
português, seria um passo para a destruição da República de Palmares e a volta
à escravidão. Suicidou-se depois de presa, em seis de fevereiro de 1694, para
não voltar na condição de escravizada.
Para Saber: Ganga Zumba
Quilombo
dos Palmares: Ganga-Zumba, o precursor.
Estamos
já no mês de novembro, o mês em que ocorreu o assassinato de Zumbi dos
Palmares. A grande emboscada ocorreu no dia 20 de novembro de 1.695, data
oficializada como o Dia Nacional da Consciência Negra. Este mês publicarei
neste espaço alguns artigos que discorrem sobre o herói nacional e o Quilombo
dos Palmares, esta grande experiência libertária da gente brasileira.
Ganga-Zumba,
o precursor.
O
negro Ganga Zumba foi o primeiro grande líder, o primeiro rei do Quilombo dos
Palmares. Mantinha um grau de parentesco com Zumbi - era tio do imortal
guerreiro.
No
ano de 1677, o governo colonial enviou para aniquilar o novo Quilombo a
expedição portuguesa de Fernão Carrilho. A batalha foi dura e cruel. As tropas
da coroa portuguesa feriram Ganga Zumba, e aprisionaram dois de seus – Zambi e
Acaiene – além de dezenas de outros guerreiros negros. Mas o rei negro
conseguiu escapar. No ano seguinte, o governador da província, Pedro de Almeida
tentou promover entendimentos apresentando a primeira proposta de paz aos
quilombolas. Planejava com isso quebrar a unidade de Palmares. Como moeda de
troca, o governador oferecia paz, tratamento condigno e terras, além de firmar
compromisso de que devolveria com vida as mulheres e filhos de negros que tinha
aprisionado.
Para
negociar, Ganga Zumba enviou ao governador uma comitiva de 15 guerreiros tendo
à frente seus três filhos.
A
contra-proposta dos negros contemplava pontos fundamentais para a preservação
do movimento. Solicitavam:
•
liberdade para os nascidos em Palmares;
•
permissão para estabelecer ''comércio e trato'' com os moradores da região e
•
um lugar onde pudessem viver ''sujeitos às disposições'' da autoridade da
capitania.
Comprometiam-se
ainda a entregar os escravos que doravante fugissem para Palmares.
Fechado
o acordo, em novembro de 1678, Ganga-Zumba em Recife assina o protocolo selando
a paz. Estabelecem-se então em Cucaú, localizada a 32 km de Serinhaém.
Mas
boa parte dos quilombolas manifesta-se contrária ao acordo por considerá-lo
mais uma rendição, uma capitulação disfarçada. E liderados por Zumbi,
palmarinos inconformados decidem ignorar Ganga Zumba e continuar em Palmares.
A
situação em Cucaú torna-se insustentável. Os seguidores de Ganga vivem sob
severa vigilância da autoridade portuguesa e são diuturnamente hostilizados
pelos moradores das vilas e povoados próximos.
Não
demora e Ganga Zumba percebe que caiu num grande engodo e que todo o seu
esforço resultou infrutífero. Termina seus dias morrendo envenenado por um
partidário de Zumbi.
Com
a morte de Ganga – ocorrida em 1680 – o governador passa a assediar Zumbi,
tentando firmar novo acordo. Mas Zumbi segue organizando o Quilombo e ignorando
as tentativas da coroa.
Já
na gestão do governo de João de Souza uma nova proposta – composta de 17
artigos - é elaborada. Um dos artigos assegurava que “... seriam considerados
livres todos os negros e mulatos (...) que tivessem respeitado o acordo de 1678
e que não tinham se rebelado depois disso...''. Mas esta proposta jamais chegou
às mãos de Zumbi.
Estava
se consolidando o Quilombo que levaria o movimento libertário ao seu mais alto
nível de organização. Palmares resistiu durante um período que se estende de
1.600 ao ano de 1694. São quase cem anos - praticamente um século - de lutas
homéricas e heróicas. Estruturam algumas das mais densas e nobres páginas da
história de constituição da nacionalidade brasileira.
Zumbi
foi um bravo, um valente, um destemido. É um grande herói brasileiro.
Representa todos os que tombaram em Palmares e os que tem dedicado a vida à
construção de um Brasil melhor e mais justo para todos. Em sua homenagem tudo o
que se fizer será pouco.
Antônio
Carlos dos Santos
http://culturaeducacao.blogspot.com.br/2007/11/quilombo-dos-palmares-ganga-zumba-o.html
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Oxum Areia Branca, Clara Nunes
Oxum,
quando canta na beira do rio
Faz
um peixe ciscar na areia
Oxum,
quando canta na beira do rio
Faz
um peixe ciscar na areia
É
o Caboclo da Areia Branca
Que
traz o ouro pra minha senhora
É
o Caboclo da Areia Branca
Que
traz o ouro pra minha senhora
Aieieouu
Oxum,
quando canta na beira do rio
Faz
um peixe ciscar na areia
Oxum,
quando canta na beira do rio
Faz
um peixe ciscar na areia
A
Aruanda já esta em festa
Seu
Areia Branca ilumina a terra
A
Aruanda já esta em festa
Seu
Areia Branca ilumina a terra
Oxum,
quando canta na beira do rio
Faz
um peixe ciscar na areia
Oxum,
quando canta na beira do rio
Faz
um peixe ciscar na areia
A
Aruanda já esta em festa
Seu
Areia Branca ilumina a terra
A
Aruanda já esta em festa
Seu
Areia Branca ilumina a terra
Congada, Clara Nunes
Benedito
Santo
De
Jesus querido
Valha-me
Deus
Que
eu tenho sofrido
Que
santo é aquele
Que
vem no andor
É
São Benedito
Enfeitado
de flor (2x)
[Refrão]
É
conga, é conga, é congada
Bate
marimba e tambor
Vou
pegar minha espada
Que
eu também sou lutador (2x)
Sou
do litoral do Norte
Sou
filho de pescador
Batizado
pela morte
E
criado pela dor
Vou
lutar pelo reinado
Contra
o embaixador
Vou
lutar pelo o reinado
Pois
contra o pecado
Não
há vencedor
[Refrão]
Eu
cresci numa jangada
Eu
não vivi, só lutei
Vou
entrar nessa congada
Eu
vou lutar pelo rei
O
rei tem que ser honesto
Pra
poder fazer a lei
À
sua lei eu me presto
Mas
se ele é honesto, eu não sei
[Refrão]
Que
santo é aquele
Que
vem no andor
É
São Benedito
Enfeitado
de flor (2x)
[Refrão]
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Carimbó
O Carimbó é uma sonoridade de
procedência indígena, aos poucos mesclada à cultura africana, com a assimilação
das percussões dos negros; e a elementos de Portugal, como o estalar dos dedos
e as palmas, que intervêm em alguns momentos da coreografia. Originalmente, em
tupi, esta expressão significa tambor, ou seja, curimbó, como inicialmente era
conhecido este ritmo. Gradualmente o termo foi evoluindo para carimbó.
Esta dança teve sua origem no território de Belém,
mais precisamente na área do Salgado, composta por Marapanim, Curuçá e
Algodoal; e também se disseminou pela Ilha de Marajó, onde era cultivada pelos pescadores. Acredita-se que o Carimbó navegou
pela baía de Guajará, pelas mãos dos marajoaras, desembarcando nas areias do
Pará, justamente nas praias do Salgado. Não se sabe exatamente em que ponto
desta região ele tomou forma e se consolidou, embora Marapanim clame pela
paternidade desta coreografia, editando anualmente o famoso Festival de Carimbó
de Marapanim.
De qualquer forma, esta cadência evoluiu para um
formato mais moderno, inspirando decisivamente o nascimento da lambada e do
zouk. Tradicionalmente este estilo musical era executado em tambores. Os
tocadores golpeavam este instrumento, manufaturado com troncos de árvores,
utilizando as mãos no lugar de pequenas varas. Eles eram secundados por
reco-reco, viola, ganzá, banjo, maracás e flauta. Juntos, eles conferiam ao
carimbó uma musicalidade original e voluptuosa.
Nas décadas de 60 e 70 guitarras elétricas foram
acrescentadas aos tradicionais instrumentos, e a dança passou a receber forte
inspiração de ritmos como o merengue e a cúmbia. Ao se disseminar pela região
Nordeste do país, ela impulsionou o surgimento da lambada, que se difundiria
por todo o Planeta.
Nas apresentações do carimbó os homens vestem blusas lisas ou mesmo estampadas, acompanhadas de calças sem estampas; eles não esquecem do lenço adornando o pescoço, do chapéu de arumã, e os pés ficam nus. As mulheres, por sua vez, trajam blusas que liberam os ombros e a barriga, para que fiquem visíveis, usam inúmeros colares e pulseiras confeccionadas com sementes que florescem na região paraense, sobre saias amplas ou franzidas, repletas de cores e estampas. Arranjos florais são dispostos sobre as cabeças, e elas igualmente dispensam sapatos.
A coreografia principia com os casais posicionados
em filas, e então o homem acerca-se de sua companheira batendo palmas, sinal
para que ela se considere convidada para dançar. Elas cedem e dão início a um
volteio circular, constituindo simultaneamente um amplo círculo, movendo as
saias, com a intenção de arrojá-las sobre a cabeça de seu parceiro.
A dança segue com uma das bailarinas lançando ao
solo um lenço; seu companheiro, dobrado para frente e com os braços jogados
para trás, simulando asas, abrem as pernas e se esforçam para apanhar o
acessório com a boca, sem sair do ritmo. Enquanto isso a moça apanha a saia com
as mãos, agita-a, como se ela fosse um peru, e todos cantam um trecho da música
referente a este gesto: O Peru está na roda chô Peru. Tudo corre como se
obedecesse, portanto, a um ritual pré-estabelecido, já memorizado por todos.
Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carimbó
http://www.rosanevolpatto.trd.br/dancacarimbo.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carimbó
http://www.rosanevolpatto.trd.br/dancacarimbo.htm
http://www.infoescola.com/danca/carimbo/
terça-feira, 26 de julho de 2016
Congada
Origem desta festa folclórica, significado, instrumentos utilizados, o que é, resumo, folguedo, características, encenação
Congada: festa-cortejo
de origem afro-brasileira
O que é (significado e
origem)
A congada é uma
importante festa popular do folclore brasileiro, que apresenta elementos
religiosos e culturais africanos (principalmente do Congo e Angola) misturados
com portugueses (cristãos). Costumam acontecer em forma de procissão ou desfile.
Tem sua origem no Brasil Colonial, durante a segunda metade do século XVII.
A congada é marcada por
danças, cantos e músicas. Possui um forte componente religioso católico, sendo
que o santo São Benedito é considerado o padroeiro desta festa. Nossa Senhora
do Rosário também é homenageada em muitas congadas, principalmente em algumas
cidades do interior de Minas Gerais.
A congada é realizada
em regiões do interior de vários estados brasileiros, sendo mais forte em Minas
Gerais, Paraíba, São Paulo, Pernambuco e Paraná.
A encenação da congada
A principal referência
histórica encenada nas congadas é a coroação dos antigos reis africanos do
Congo.
Em algumas congadas, a
encenação é marcada também por uma representação de guerra entre os mouros (muçulmanos)
e os cristãos. É, na verdade, uma referência à época das Cruzadas. No final da
encenação, a vitória é conquistada pelos cristãos.
Durante a encenação
ocorrem muitos cantos e danças. A música tem o acompanhamento de uma orquestra
formada por violões, violas, reco-recos, atabaques, sanfonas e cavaquinhos.
Os participantes
costumam usar roupas brancas com grandes fitas coloridas. Homens e mulheres de
todas as idades costumam participar da congada. A presença de afrodescendentes
é grande nas congadas, em função de seu forte componente cultural africano.
De acordo com a
tradição, na frente do cortejo, alguns participantes (geralmente mulheres)
levam bandeiras ou estandartes com imagens de santos católicos.
Quase sempre, a congada
termina na frente de uma igreja católica.
http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/congada.htm
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Origem da Festa Junina
Existem duas
explicações para a origem do termo "festa junina". A primeira explica
que surgiu em função das festividades, principalmente religiosas, que ocorriam,
e ainda ocorrem, durante o mês de junho. Estas festas eram, e ainda são, em
homenagem a três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Outra
versão diz que o nome desta festa tem origem em países católicos da Europa e,
portanto, seriam em homenagem apenas a São João. No princípio, a festa era
chamada de Joanina.
De acordo com
historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses,
ainda durante o período colonial(época
em que o Brasil foi colonizado e governado porPortugal).
Nesta época, havia uma
grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e
franceses. DaFrança veio
a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil,
influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de
artifício veio daChina,
região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de
fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em
Portugal e na Espanha.
Todos estes elementos
culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais
dos brasileiros (indígenas,
afro-brasileiros e imigrantes europeus)
nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma
delas.
Festas Juninas no Nordeste
Embora sejam
comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as
festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer
homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como
é uma região onde a seca é
um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as
chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo
da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos
turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis,
comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a
maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos
turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para
acompanhar de perto estas festas.
Comidas típicas
Como o mês de junho é a
época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados,
relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural de
milho verde, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas
alguns exemplos.
Além das receitas com
milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de
amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque,
quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.
Principais
tradições
As tradições fazem
parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem
como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este
cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta
prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é
muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e
cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores
deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para
serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste é
tradicional a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas
por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas
típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente
ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é
considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres
solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas
distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve
ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a
falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
Antes de destacar essas
tradições das festas juninas na região Nordeste do Brasil, vamos entender um
pouco da origem desses festejos. São duas explicações para o termo festa
junina. A primeira é atribuída às festas que ocorrem no mês de junho, a outra é
que esta festa se origina em países católicos da Europa e, por causa das homenagens
a São João, eram chamadas de festas joaninas.
Essas festas foram
trazidas para o nosso país pelos portugueses, ainda no período colonial. Na
época, havia uma influência muito grande de elementos culturais portugueses,
chineses, espanhóis e franceses. Da França, por exemplo, veio a dança dos
nobres que acabou influenciando muito as típicas quadrilhas junina.
Já a tradição de soltar
fogos de artifício veio da China, região onde teria surgido a manipulação da
pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de
fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.
Todos esses elementos
culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais
das diversas regiões do Brasil, tomando características particulares em cada
uma delas, especialmente no Nordeste.
Embora as festas
juninas sejam comemoradas em todas as regiões do país, é no nordeste que elas
se destacam ganhando expressividade. No mês de junho os cristãos católicos
aproveitam para comemorar e homenagear a três santos: Santo Antônio, São João e
São Pedro. Além das comemorações, o nordestino, de modo particular os
sertanejos, aproveitam para agradecer a todos eles pela chuva que cai nesse
período, amenizando o sofrimento do homem do campo.
Como o mês de junho é a
época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados,
relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, milho
cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Além
das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce,
bolo de amendoim, mugunzá, cocada, pé de moleque, vinho, batata doce e
muito mais.
Desde as comemorações
de Santo Antônio, no centro de todos os acontecimentos juninos, está a
fogueira, que é um símbolo, uma tradição mantida até os dias atuais,
quando as famílias, nas portas das casas, se reúnem para comemorar, consumindo
as comidas típicas, ao som das sanfonas, zabumba e triângulo. Na festa de São
João e São Pedro tudo isso se repete.
Uma tradição mantida
que empolga os nordestinos são os concursos de quadrilhas realizados em quase
todas as cidades nordestinas. Elas apresentam muitas danças, como xote, xaxado
e baião. Os trajes chamam atenção – os homens se vestem com camisas
quadriculadas, calças remendadas com pano colorido e usam chapéu de palha ou de
couro para parecer um matuto, um tabaréu como são chamados na região. Já as
mulheres, a saia rodada com várias camadas e babados. O fato é que, com as
festas juninas,o nordeste ganha cores, ritmo e sabores. Alegria contagiante!
Festas Juninas e o
incremento da cultura afro-brasileira
Por: Nicolau
Neto
Postagem: 07:00 04/06/2016
Postagem: 07:00 04/06/2016
O
que para os europeus é a transição da primavera para o verão e a época de maior
fertilidade, no Brasil representa a chegada do inverno, o que não impediu que
pessoas de todos os estados adaptassem a tradicional festa junina para o país.
Desde os povos
primitivos, os homens se acostumaram a se reunir em torno de uma fogueira para
dançarem e agradecerem aos deuses pelas colheitas do mês junho, tradição que,
com o passar do tempo, se tornou uma celebração a Santo Antônio, São João e São
Pedro.
O que para os europeus
é a transição da primavera para o verão e a época de maior fertilidade, no
Brasil representa a chegada do inverno, o que não impediu que pessoas de todos
os estados adaptassem a tradicional festa junina para o país. No Brasil, ao
contrário do vinho, os dançarinos aproveitam o quentão e os caldos para afastar
o frio.
“Essa festa não é nem
cristã. Essa ação de você fazer em junho uma homenagem aos santos não começou
assim. Na Grécia e em Roma já se prestavam essas homenagens, mas é ainda mais
antigo”, reforça o folclorista e ex-presidente da Associação de Folclore de
Minas Gerais, Carlos Felipe Horta. Mas foi com o Cristianismo e a incorporação
de diversos elementos da cultura popular que os arraiais se fortaleceram, tendo
no Brasil um estilo único graças às crenças e costumes das diferentes regiões,
além da influência afro-brasileira.
Se engana quem pensa
que não há explicação para os hábitos e brincadeiras da festa junina. A
tradicional encenação do casamento, na qual ao longo dos tempos o delegado, o
pai da noiva, a amante abandonada e outros personagens comuns em muitas
histórias brasileiras foram adicionados, criando uma cerimônia tragicômica, tem
origem nos primeiros anos do Brasil Colônia, quando não havia padres para as
celebrações. Na época, como explica Carlos Horta, as uniões eram feitas em
frente às fogueiras e as chamas simbolizavam a aprovação dos santos. Dessa
forma, também surgiam os laços entre compadres e comadres.
A festa também é uma
homenagem à população do campo e às cidades do interior do país. Mesmo nas
capitais, pessoas de diversas idades se vestem com roupas características da
zona rural, além de relembrar a figura do caipira. Apesar de a festa junina
permitir uma mistura de ritmos, como o sertanejo e o forró, a quadrilha é
considerada por muitos uma tradição. A dança – que teve início na Grã Bretanha,
foi adaptada pelos franceses, importada por Portugal, que por sua vez trouxe o
ritmo ao Brasil – era originalmente destinada aos grandes salões, mas ganhou
outra sonoridade em solo brasileiro. “A quadrilha se incorporou à festa no
Brasil porque ela ‘chegou e pegou”, explica o especialista.
O folclorista Carlos
Felipe Horta explica que a festa é tão importante para na zona rural que
influencia até mesmo a política das pequenas cidades e povoados. “Em junho e
julho, deputado e senador que não aparecer na festa de São João não ganha
voto”, conta.
Nos dias de festa, além
de dançar, as crianças também aproveitam para brincar de pescaria, passa-anel,
jogos com argolas, cadeia, correio elegante, sorteio de prendas e outros. As
brincadeiras são semelhantes àquelas das quermesses e outras feiras religiosas
e fazem parte do lúdico brasileiro.
Os brasileiros não
escondem a crença em superstições, que fazem parte do imaginário popular nos
365 dias do ano, mas é na festa junina que algumas se fortalecem. Nesta época,
Santo Antônio é o preferido dos fiéis para fazer preces e promessas,
principalmente quando o assunto são casamentos. As solteiras que desejam se
casar costumam rezar para o santo, só que se a oração não for atendida, decidem
ser mais severas. “Você pede, se não consegue, apela”, explica Horta. Um dos
artifícios para “convencê-lo”, é colocar a imagem no poço e, em último caso,
tirar a imagem de Jesus que é carregada por Santo Antônio. “Aí ele te ajuda de
qualquer maneira”, reforça o folclorista.
Outra crendice é pegar
um prato com água e derramar uma clara de ovo sobre ele. Caso a imagem que se
forme seja semelhante a uma estrela, é preciso se alegrar porque isto é um
sinal de fortuna e amor a caminho. Mas se a figura for parecida com uma cruz, o
perigo é iminente, alerta Carlos Horta.
Por meio das
influências afro-brasileiras, em especial do Candomblé, a festa junina
brasileira passou a ter novas manifestações no país. Um exemplo é a relação
estabelecida entre os santos e os orixás. “As imagens de São Pedro e São João
são ‘sincretizadas’ com a de Xangô”, afirma o especialista em folclore
brasileiro. Santo Antônio é representado por Ogun. Seguindo esta vertente,
outras superstições foram adicionadas à festa. É o caso da tradição de se
dançar com uma tigela cheia de brasas na cabeça, comum para alguns descendentes
de africanos.
A festa junina do
Quilombo Mato do Tição, citada por Horta, é um exemplo do encontro entre a
cultura africana e a crença em São João. Membros da comunidade localizada na
cidade de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, festejam a
principal atração da festa, momento em que as brasas da fogueira são colocadas
no chão e os fiéis caminham sobre elas para demonstrar a fé no santo.
Quitutes
Aqueles que estão
acostumados a frequentar festas juninas sabem que existem algumas comidas
consideradas tradicionais da festa. A atração principal dos arraiais
brasileiros é o milho. A partir do cereal, grande parte dos quitutes típicos de
São João é feita, como a canjica, a canjiquinha, o curau, o cuzcuz, a pamonha,
a pipoca, o milho cozido e o suco de milho verde. O amendoim e o coco também
aparecem como ingredientes de muitas receitas, é o caso dos doces pé de
moleque, cajuzinho, bom-bocado, cocada e quebra-queixo.
Da mesma maneira que as
festividades na Europa são “regadas” a vinho, a bebida também é apreciada no
Brasil, mas por aqui se bebe o vinho quente e o quentão – receita que mistura
gengibre e cachaça. Como a comemoração aos santos geralmente é feita a noite,
os caldos e o churrasquinho são boas pedidas para se esquentar no inverno.
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