Escola Municipal Dr. Wilson Romano Calil

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Aula com música, 2015

Aula do quinto ano C, professora Kelly com músicas de temas ambientais e sociais. Estudo e análise da letra, melodia e clipe.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Lendas e Mitos do Brasil em Cordel, de Nireuda Longobardi

Você conheçe a Nireuda Longobardi?
Se não conhece você não sabe o que está perdendo. É uma escritora, poetisa, cordelista, ilustradora e xilogravurista, ou seja, uma grande artista que vale a pena conhecer o trabalho e usar seus livros na escola.

Eu tive contato com um livro dela quando fazia as oficinas de cordel no Sesc Rio Preto sobre o projeto Rio Preto Poético em parceria com a SME. Esse livro, Lendas e mitos do Brasil em Cordel foi apresentado numa oficina e eu quis um pra mim...

Recomendo o livro e também que deem uma olhada no blog dela: http://nireuda.blogspot.com.br/

Vale muito a pena.

Aqui vai um dos poemas do livro:


A lenda da mandioca

O nome dela era Mani,
índia albina e amada,
que quando jovem morreu,
e foi na oca enterrada.
Ali, nasceu uma planta
de raiz apreciada.

É na nossa culinária
chamada de mandioca.
Tem da brava e da mansa,
macaxeira, alegria da oca.
Com ela se faz o beiju,
goma, farinha, tapioca.




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Maria Vai Com As Outras





Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. As ovelhas iam para baixo, Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também.
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras.
Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
- Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf!
Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.
Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló, Maria comia também. Que horror!
Foi quando de repente, Maria pensou: “Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”
Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa. Todas as ovelhas pularam.
Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé! Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé!
E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé! Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu, uma feijoada.
Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.



Sylvia Orthof