Escola Municipal Dr. Wilson Romano Calil

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Vampiro, 2012

Vampiro

Antigamente, na Europa, existia um homem sincero que trabalhava numa fazenda até tarde da noite. Ele ficava verificando como estavam os animais antes de voltar pra casa. Estava procurando um animal perdido que seguiu em direção á uma caverna de onde vinha um barulho estranho, muito curioso seguiu em frente e viu muitos morcegos dentro da caverna. Um dos morcegos se achou ameaçado e atacou-o  no pescoço fazendo com que acordassem todos os outros com o barulho e o sangue derramado atraísse com o cheiro, usando seus dentes grandes e olhos vermelhos, deixando-o dois dias jogado no chão da caverna e no terceiro dia ele acordou e saiu em busca de comida.
A sua família, que estava muito preocupada reunida em casa, teve uma grande surpresa vendo-o chegar. Anoiteceu, a sua mãe fez uma comida com alho e ele não quis comer. Depois do banho, ele se olhou no espelho e não viu sua imagem e achou incrível e ficou assustado. Não conseguiu controlar a fome e atacou sua mulher sem piedade matando-a.
A partir desse dia ele ficou amaldiçoado, fugindo para a mata. Descobriram a morte da esposa, seu desaparecimento e isso tornou-se um mistério indecifrável!


Texto coletivo do 5° ano D, Outubro de 2012

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cultura Africana: bibliografia recomendada

Bibliografia:


BARBOSA, Rogério Andrade. Contos ao redor da fogueira. Ilustrações: Rui de Oliviera. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

BARBOSA, Rogério Andrade. O filho do vento. Ilustrações: Graça Lima. São Paulo: DCL, 2003.

BARBOSA, Rogério Andrade. Duula, a mulher canibal – Um Conto Africano – Ilustrações: Graça Lima. São Paulo: DCL, 1999.

BARBOSA, Rogério Andrade. O Rei do Mamulengo. Ilustrações: André Neves. São Paulo: FTD, 2003.

DIELTIENS, Kristien. Meu nome é Pomme. Ilustrações: Stefanie De Graef. Tradução: Cristiano Zwiesele do Amaral. São Paulo: Edições SM, 2010.

GAY-PARA, Praline, O Príncipe Corajoso e outras histórias da Etiópia. Ilustrações: Sophie Dutertre. Tradução: Luciano Loprete. São Paulo: Comboio de Corda, 2007.

LODY, Raul. Seis Pequenos Contos Africanos sobre a criação do mundo e do homem. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2009.

MACHADO, Ana Maria. Menina Bonita do Laço de Fita. Ilustrações: Claudios. São Paulo: Ática, 2005.

MEDEARIS, Angela Shelf. Os Sete Novelos – Um conto de Kwanzaa. Ilustrações: Daniel MInter. Tradução: André Jenkino do Carmo. São Paulo: Cosac Naify, 2005.

SANTOS, Joel Rufino dos. Gosto de África, histórias daqui e de lá. Ilustrações: Cláudia Scatamacchia. São Paulo: Global, 1999.

SISTO, Celso. O Casamento da Princesa. Ilustrações: Simone Matias. São Paulo: Prumo, 2009.

SUNNY. Ulomma A casa da beleza e outros contos. Ilustrações: Denise Nascimento. São Paulo: Paulinas, 2006.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Lendas e Mitos do Brasil em Cordel, de Nireuda Longobardi

Você conheçe a Nireuda Longobardi?
Se não conhece você não sabe o que está perdendo. É uma escritora, poetisa, cordelista, ilustradora e xilogravurista, ou seja, uma grande artista que vale a pena conhecer o trabalho e usar seus livros na escola.

Eu tive contato com um livro dela quando fazia as oficinas de cordel no Sesc Rio Preto sobre o projeto Rio Preto Poético em parceria com a SME. Esse livro, Lendas e mitos do Brasil em Cordel foi apresentado numa oficina e eu quis um pra mim...

Recomendo o livro e também que deem uma olhada no blog dela: http://nireuda.blogspot.com.br/

Vale muito a pena.

Aqui vai um dos poemas do livro:


A lenda da mandioca

O nome dela era Mani,
índia albina e amada,
que quando jovem morreu,
e foi na oca enterrada.
Ali, nasceu uma planta
de raiz apreciada.

É na nossa culinária
chamada de mandioca.
Tem da brava e da mansa,
macaxeira, alegria da oca.
Com ela se faz o beiju,
goma, farinha, tapioca.




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Maria Vai Com As Outras





Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. As ovelhas iam para baixo, Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também.
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras.
Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
- Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf!
Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.
Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló, Maria comia também. Que horror!
Foi quando de repente, Maria pensou: “Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”
Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa. Todas as ovelhas pularam.
Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé! Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé!
E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé! Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu, uma feijoada.
Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.



Sylvia Orthof

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Reescrita coletiva: O Boto

O Boto


Uma bela noite de luar, uma índia bonita estava casando-se com um guerreiro desconhecido. Passando-se os anos eles tiveram um filho que era um curumim muito alegre.
Um dia a índia percebeu que seu marido tinha uma cauda de peixe embaixo da saia de penas. E a índia ficou curiosa e perguntou:
___ Que coisa estranha você usa?
Ele respondeu irritado:
___ Isso é o que falta nas pessoas que se afogam.
Foi embora e nunca mais voltou.
A bela índia chorou muito de tristeza, chorou tanto que o rio transbordou de água carregando ela e seu filho que estava em suas costas.
No dia seguinte dois índios que estavam pescando viram um boto carregando dois cadáveres para a beira do rio. O boto era o guerreiro desconhecido que carregou o corpo de sua mulher e seu filho.
E é por isso que até hoje os botos levam para a margem os corpos de quem se afoga nos rios e lagos.




Reescrita coletiva dos alunos do 5º ano C da lenda lida no livro Lendas e Mitos do Brasil de Theobaldo Miranda Santos

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Bisavô e a Dentadura, Sylvia Orthof


Eu ouvi esta história de uma amiga, que disse que isso aconteceu, de verdade, em Montes Claros, Minas Gerais. Para contar a história, é preciso imaginar uma velha fazenda antiga. Dentro da fazenda, uma vetusta (socorro, que palavrão!) mesa colonial, muito comprida, de jacarandá, naturalmente. Em volta da mesa, uma família mineira. Por cima da mesa, tudo que mineiro tem direito para um bom almoço: tutu, carne de porco, lingüiça, feijão-tropeiro, torresminho, couve cortada bem fina... e eu nem posso descrever mais, porque já estou com excesso de peso, só de pensar: hum, que delícia!

A família era enorme e comia reunida, em volta da toalha bordada: pai, mãe, avó, avô, filhos, netos, sobrinhos, afilhados, a comadre que ficou viúva, a solteirona que era irmã da avó da Mariquinha... e o bisavô Arquimedes. O bisavô Arquimedes usava dentadura. Naturalmente, cada integrante tinha à sua frente o seu saboroso prato de tutu, couve, torresmo, feijão-tropeiro, carninha de porco, lingüiça, etc. e tal. E todos mastigavam e repetiam porque a fartura, ali, em Montes Claros, naquele tempo, era um espanto, de tanta! E cada um, evidentemente, tinha o seu copo. Pois os copos e o bisavô Arquimedes, diariamente, sofriam a seguinte brincadeira: — Toninho, ocê vai beber desse copo aí, na sua frente? Olha que o bisavô deixou a dentadura dele de molho, bem no seu copo, Toninho, na noite passada! — Num foi no meu, não: foi no copo da Maroca! O bisavô deixou a dentadura dentro do copo da Maroquinha! — Ó gente, num brinca assim que eu fico cum nojo, uai! O velho bisavô Arquimedes ouvia, sorria, mostrando a dentadura. Quando chegava o doce de leite, o queijinho, a goiabada e uma tal de sobremesa que tem o nome de "mineiro-de-botas", que tem queijo derretido, banana, canela, cravo, sei lá mais que gostosuras, o pessoal comia, comia. E depois de comer tanto doce, a sede vinha forte, e a chateação começava, ou recomeçava, ou não terminava: ___Tia Santinha, não beba do copo da dentadura do bisavô, cuidado! Tenho certeza de que a dentadura ficou no seu copo, de molho, a noite inteira! O bisavô ouvia e ia mastigando, o olhinho malicioso, nem te ligo para a brincadeira, comendo a goiabadinha, o "mineiro-de-botas", o doce de leite, o queijinho... e mexendo a dentadura pra lá e pra cá, pois a gengiva era velha a dentadura já estava sem apoio. Mas o bisavô tinha senso de humor... e falava pouco. O pessoal cochichava que ele era mais surdo do que uma porta. Bestagem, porque se existe coisa que não é surda, é porta: mesmo fechada, deixa passar cada coisa... Um dia, de repente, o bisavô apareceu sem a dentadura. E como todos perguntaram para ele o que tinha havido, o velho Arquimedes sorriu, um sorriso banguela, dizendo:

— Ocês tavam perturbando demais, todos com nojo dela, resolvi não usar, uai! Aí, a família ficou sem jeito, jurando que não iria falar mais da dentadura, que tudo fora brincadeira, que todos adoravam o velho Arquimedes, que ele desculpasse. — Tá desculpado, num tem importância. Eu já tava me aborrecendo com a história, mas tão desculpados. Mas até que tô achando bom ficar banguela: vou comer tutu e sopa... e doce de leite mole, ora! A família insistiu, pediu perdão, mas o bisavô botou fim à conversa, dizendo: — Ocês num insistam. Resolvi e tá resolvido. O dia que eu deixar de resolver, boto a dentadura outra vez!

E passaram-se vários dias. Ninguém mais fazia a brincadeira do copo. De
vez em quando, o bisavô lembrava: — Tô sentindo falta... — Da dentadura, bisavô?    — Não, da traquinagem de ocês... ninguém tá com nojo de beber água do copo, né?     — Ora, o senhor não deve levar a mal, foi molecagem, a gente não faz mais, pode usar a dentadura, bisavô. Um dia, de repente, o bisavô voltou a usar a dentadura. Todos na mesa se cutucaram e começaram a rir, muito disfarçado, quando bebiam água, pensando... sem dizer, pois haviam prometido. Depois da sobremesa, boca pedindo água depois de tanto doce caseiro, o velho Arquimedes disse: — Ocês tão bebendo tanta água, sem nojo... — Bisavô, era brincadeira! — Eu também fiz uma brincadeira: durante todo esse tempo que fiquei banguela, minha dentadura ficou de molho, dentro do filtro.