Escola Municipal Dr. Wilson Romano Calil

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Poemas dos Índios, 2013, 5 D

Índios

Havia um curumim
Que viu um jasmim
Avisou pra cunhatã
Que estava com sua irmã.

Havia um português hostil
que viu o índio e fugiu.
O índio sadio
ficou com ódio.

Quando o índio põe o cocar
ele quer dançar
e com tanta sabedoria
ele dança com alegria

Luana Mille









O índio no Brasil

O dia começou e foi o curumim
para o jardim
onde cheirou um jasmim
ele até gostou
levou para a cunhatã
mas ela não gostou
e levou pra sua irmã.

Em uma só oca
faziam trinta tapiocas
e também tinha mandioca.
Mas as sete cunhatãs
foram colher maçãs.

Leonardo H. de Souza da Silva










Como aconteceu quando os portugueses chegaram ao Brasil

Um índio que morava na sua oca
Saiu dela para colher mandioca.
Enquanto isso os curumins
Avistaram um campo cheio de jasmins.
A pequena cunhatã
Acorda de manhã
Para comer uma maçã.
Em 1500 chegou ao Brasil
O português muito hostil,
Viram o índio
Muito sadio
E perceberam que em qualquer parte
O índio tem muita arte.
O português tentou escravizar o índio
Que ficou com muito ódio
E fugiu
Para o interior do Brasil.

Gabriel Henrique de A. Baroni





O índio a casar

O índio na montanha estava a caçar
e avistou um lindo e belo colar
que estava em uma índia a brilhar
ela parecia um anjo que estava a cantar
passou-se um dia e ele viu ela pescar
andando de canoa e avistou ela pintar.

Voltando a sua oca
para fazer um novo cocar
achou lindas penas que estavam a planar
ele deu para a índia com quem foi se casar.

Gabriel Andrade de Morais












O trechinho do jasmim

Um curumim
cheirava um jasmim,
com sabedoria
e com alegria
fazia uma tapioca
com mandioca.





As belas irmãs pela manhã

Numa bela manhã
uma cunhatã
comia uma maçã
com sua irmã.
Num belo dia
elas fariam
uma bela arte
com penas numa parte.

Marcelo


Os portugueses chegaram

O português hostil
chega ao Brasil.

O curumim
que estava cheirando jasmim
dentro do jardim,
alertou a cunhatã
que estava comendo maçã.
ela logo correu para contar pro índio
que estava pescando no rio.

Rapidinho o índio foi ver se era verdade
o que a cunhatã disse com muita lealdade.
Ele viu que era autenticidade
e logo diminuiu sua felicidade.

Juiliana Lara Spaziani








A cunhatã no café da manhã

A cunhatã acordou de manhã
chamou sua irmã
comeu uma maçã
no café da manhã
com tanta alegria
agradeceu ao seu dia.


O curumim no jardim

O curumim acordou
e foi até o seu jardim
encontrou uma flor
que se chama jasmim.
Uma cunhatã
chamou ele pra ir para a oca
para experimentar uma tapioca.


Mandioca na oca

Num belo dia
o índio foi colher mandioca
resolveu levar para sua oca
e a cunhatã adorou
mas queria uma maçã.

Lorraine V. de Oliveira Pagan
O índio e o curumim

O índio passeava com um curumim
e ele pegou uma flor de jasmim.
Eles chegaram a sua oca
e com sua família comeram mandioca.

Lauana M. Chaves


















A pequena cunhatã

Uma cunhatã
comendo maçã
em uma bela manhã
com sua irmã.

Então veio o português hostil
e para o fundo do Brasil
ela fugiu.

O belo colar

O índio pegou o cocar
e começou a cantar
e dançar
com um belo colar.

Emilly V. S. de Oliveira








O Brasil

Em 1500 no nosso Brasil
Infelizmente chegou um português hostil.
Queria encontrar muita riqueza
Só achou o pau-brasil e dos índios a esperteza.

Acharam que eram os donos do Brasil
Mas sendo escravizado, muito índio fugiu.
Em qualquer lugar, em qualquer parte
Sempre tem índio com graça e arte.

Curumim, curumim
Para cunhatã traga um lindo jasmim.
Cunhatã, cunhatã
Para curumim traga uma maçã.

Larissa G. Reis dos Santos









A vitória do índio

O índio que vivia tranquilo
na sua oca
com sua família
comendo mandioca.

O português chegou
o índio, com medo, fugiu.
No meio do caminho encontrou
uma cunhatã
comendo maçã
numa manhã.

O português foi embora
com ódio
do índio
que usou sua sabedoria.

Robert




sábado, 23 de abril de 2016

Dia do Índio, 2016

Novamente a professora Kelly de Oliveira deu uma aula de história, cultura e relações étnico-raciais para seus alunos do quinto ano C.
Falou sobre a cultura indígena e sobre come a conquista portuguesa afetou a vida dos índios. Falou também de como a miscigenação formou a cultura e sociedade brasileira.
Os alunos do primeiro ano da tarde também puderam desfrutar desta aula.





































Atividades e Textos

PROBLEMINHA, PROBLEMÃO

1) Numa aldeia havia 36 índias adultas, 29 índios adultos, 12 curumins e 9 cunhatãs. Nasceram 4 curumins e 5 cunhatãs. Quantos índios tem na aldeia agora?
  
2) Os índios de uma tribo foram colher frutos e trouxeram para a tribo 153 frutas diferentes. Na hora do almoço todos comeram 67 frutas juntos no centro da aldeia. Quantas frutas restaram para o jantar?
  
3) Naia cantou 7 noites seguidas 25 canções para a Lua. Quantas canções ela cantou no total?
  
4) Peri pescou 7 peixes em um dia, mas 15 no outro e mais 9 no outro. Quantos peixes Peri pescou?
  
5) Numa festa da tribo as 24 índias cozinharam 136 tapiocas cada uma.
Quantas tapiocas tinha na festa?
Se elas derem metade das tapiocas para a tribo vizinha, com quantas tapiocas ficarão?


Danças Circulares

O que são Danças Circulares Sagradas?
As Danças Circulares Sagradas são danças de roda tradicionais de vários países e povos do mundo (cirandas, danças indígenas, africanas, gregas, escocesas, celtas, russas, húngaras, etc.) e também Danças Contemporâneas coreografadas.
Qual a sua aplicação?
São aplicadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas e das organizações, integração, motivação, liderança, harmonização, expressão, criatividade, autoconhecimento, intuição, meditação, espiritualidade.
Desde quando existem?
Na verdade sua origem se confunde com a origem da própria Humanidade. Os nossos Ancestrais Índios dançavam nas comemorações, nas guerras, quando as tribos estavam vivendo grandes problemas, para curar doentes, para reverenciar a Natureza.E inclusive uma das mais importantes formas de cura das pessoas enfermas nas tribos Indígenas, ainda nos dias de hoje, são as Danças Circulares, e estas Danças podem se prolongar por vários dias, até a recuperação total do enfermo!
Quem foi o maior precursor das Danças Circulares Sagradas?
Bernhard Wosien, um Coreógrafo e Dançarino alemão, considerado o Pai das Danças Circulares, foi quem as reativou, tendo feito inclusive uma coletânea de Danças em todo o Mundo, na década de 70.


 “Aquele que medita dançando, encontra adensamento de seu ser em um tempo não mais mensurável, no qual a força mágica da roda se manifesta”.
Bernhard Wosien

“A Dança reúne, cura, inclui, unifica, ensina, emociona, transcende. É uma parte essencial da Nova Era. Sua influência pode se expandir e ajudar a transformar o Mundo”.
Anna Barton

“Dançar é se Transformar no silêncio dos passos da Dança, numa roda sem hierarquias e plena de Amor”!
Ana Cecília

Pajelança
O que é, objetivo, ritual indígena de cura, pajé
  Pajelança: ritual indígena de cura

   O que é a pajelança

A pajelança é um ritual de cura realizado pelos índios. Quem realiza este ritual é o pajé (curandeiro e líder espiritual da aldeia). No ritual, o pajé bebe uma espécie de bebida afrodisíaca, conhecida como tafiá e evoca espíritos de ancestrais ou de animais da floresta. Esta evocação serve para pedir orientação no processo de cura do paciente. Algumas ervas e plantas também podem ser usadas durante o ritual. Muitas vezes, o pajé queima algumas plantas ou ervas secas e joga sobre o corpo do paciente.

Durante o ritual, o pajé costuma dançar euforicamente e faz mímicas representando o animal que está incorporando no momento.

A organização social dos índios

Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores.

Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios.

A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.

Religião Indígena

Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.

Principais etnias indígenas brasileiras na atualidade e população estimada

Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena (16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó (9.700), Potiguara (7.700).
Fonte: Funai (Fundação Nacional do Índio).