Escola Municipal Dr. Wilson Romano Calil

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Para Saber: Anastácia

Anastácia: resistência negra santificada
Por: Thaís Nascimento

Foi em mil oitocentos e oitenta e oito, então a 13 de maio depois da Abolição que o escravo, a princesa fez a sua libertação Me refiro a uma história de uma escrava sofrida por nome de Anastácia que foi muito perseguida e sacrificada a ponto de cedo perder a vida (Cordel da Escrava Anastácia)
Cultuada no Brasil como santa e heroína, considerada uma das mais importantes figuras femininas da história negra, a vida da escrava Anastácia é um misto de luta, bravura, resistência, doçura e fé. Nas versões orais ou escritas, os registros falam sobre uma bela mulher que não cedeu aos apelos sexuais de seu senhor e, por isso, foi estuprada e amordaçada. A luta de Anastácia transformou-se em exemplo e até hoje sua força inspira milhares de devotos. A história de Anastácia começa em 9 de abril de 1740, com a chegada no Rio de Janeiro do navio negreiro “Madalena” vindo da África.
No carregamento havia 112 negros Bantus, originários do Congo, para serem vendidos como escravos. Entre eles, estava Delminda, mãe de Anastácia, que foi arrematada por mil réis assim que chegou ao cais do porto. Foi violentada e acabou ficando grávida de um homem branco, motivo pelo qual Anastácia, sua filha, nasceu com os olhos azuis. Representada como uma mulher forte, guerreira e algumas vezes orgulhosa, Anastácia era conhecida por reagir e lutar contra a opressão do sistema escravista. Era muito cobiçada por sua beleza, mas ao mesmo tempo em que cultivava o desejo, seu comportamento despertava a ira de seus senhores e também de suas mulheres, que não se conformavam com a beleza da escrava.
Anastácia foi sentenciada a usar uma máscara de ferro por toda a vida, que só era retirada na hora de se alimentar. Suportou por anos a violência dos espancamentos, que só terminariam em sua morte. Sua resistência diante da dor e dos maus tratos sofridos acabou por incentivar outros negros escravizados.


Os restos mortais de Anastácia foram sepultados na Igreja do Rosário e sumiram após um incêndio fazendo com que aumentassem as dúvidas a respeito da história da moça. Ao mesmo tempo, a crença popular a tornou um mito religioso. Segundo seus devotos, “A Santa” (como é cultuada dentro das religiões Afro-Brasileiras), é capaz de realizar milagres. Anastácia colocava as mãos no doente e os males desapareciam. Por ironia do destino, o dom que possuía acabou levando Anastácia a salvar a vida do filho do fazendeiro que a violentou.
Em desespero, a família decidiu recorrer à escrava para salvar a vida do menino. Pediram sua ajuda e a Santa realizou a cura, para espanto de todos. Atualmente, muitas entidades estão unidas no propósito de solicitar ao Papa, a beatificação da escrava Anastácia. Ao perfil de guerreira que luta contra a escravidão e a torna modelo de liderança e resistência, soma-se o de milagrosa. Parte da história de Anastácia foi recuperada em 1968, quando a Igreja do Rosário, no Rio de Janeiro, fez uma exposição em homenagem aos 90 anos da Abolição. Lá foi exposto um desenho de Étienne Victor Arago em que reproduzia uma escrava do século XVIII que usava máscara de ferro, método empregado nas minas de ouro para impedir que os escravos engolissem o metal.
A existência de Anastácia é colocada em dúvida por estudiosos do assunto, já que não existem provas materiais de sua existência, mas a fé em sua existência atrai milhares de devotos pelo país. O “Consagrado à Escrava Anastácia”, celebrado no dia 12 de maio, data em que Anastácia nasceu em Minas Gerais, foi escolhida para relembrar a vida da escrava guerreira.


http://www.ceert.org.br/noticias/historia-cultura-arte/3526/anastacia-resistencia-negra-santificada

Para Saber: Zumbi dos Palmares

Quem foi Zumbi e realizações

 Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi o principal representante da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos pobres expulsos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
 Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue ao padre jesuíta católico Antônio Melo, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa, latim, álgebra e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, fugiu de Porto Calvo para viver no quilombo dos Palmares. Na comunidade, deixou de ser Franciso para ser chamado de Zumbi (que significa aquele que estava morto e reviveu, no dialeto de tribo imbagala de Angola).
 No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
 Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.
 O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

Importância de Zumbi para a História do Brasil
 Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/zumbi_dos_palmares.htm

http://www.zumbidospalmares.edu.br/

Para Saber: Dandara

Personalidades Negras – Dandara

Guerreira do período colonial do Brasil, Dandara foi esposa de Zumbi, líder daquele que foi o maior quilombo das Américas: o Quilombo dos Palmares. Com ele, Dandara teve três filhos: Motumbo, Harmódio e Aristogíton. Valente, ela foi uma das lideranças femininas negras que lutou contra o sistema escravocrata do século XVII e auxiliou Zumbi quanto às estratégias e planos de ataque e defesa da quilombo.

Não há registros do local onde nasceu, tampouco da sua ascendência africana. Relatos e lendas levam a crer que nasceu no Brasil e se estabeleceu no Quilombo dos Palmares enquanto criança. Ela foi uma das provas reais de que a mulher não é um sexo frágil. Além dos serviços domésticos, plantava, trabalhava na produção da farinha de mandioca, caçava e lutava capoeira, além de empunhar armas e liderar as falanges femininas do exército negro palmarino.

Sempre perseguindo o ideal de liberdade, Dandara não tinha limites quando o que estava em jogo era a segurança do quilombo e a eliminação do inimigo. Ela defendia que a paz em troca de terras no Vale do Cacau, que era a proposta do governo português, seria um passo para a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão. Suicidou-se depois de presa, em seis de fevereiro de 1694, para não voltar na condição de escravizada.

Para Saber: Ganga Zumba

Quilombo dos Palmares: Ganga-Zumba, o precursor.
Estamos já no mês de novembro, o mês em que ocorreu o assassinato de Zumbi dos Palmares. A grande emboscada ocorreu no dia 20 de novembro de 1.695, data oficializada como o Dia Nacional da Consciência Negra. Este mês publicarei neste espaço alguns artigos que discorrem sobre o herói nacional e o Quilombo dos Palmares, esta grande experiência libertária da gente brasileira.
Ganga-Zumba, o precursor.
O negro Ganga Zumba foi o primeiro grande líder, o primeiro rei do Quilombo dos Palmares. Mantinha um grau de parentesco com Zumbi - era tio do imortal guerreiro.
No ano de 1677, o governo colonial enviou para aniquilar o novo Quilombo a expedição portuguesa de Fernão Carrilho. A batalha foi dura e cruel. As tropas da coroa portuguesa feriram Ganga Zumba, e aprisionaram dois de seus – Zambi e Acaiene – além de dezenas de outros guerreiros negros. Mas o rei negro conseguiu escapar. No ano seguinte, o governador da província, Pedro de Almeida tentou promover entendimentos apresentando a primeira proposta de paz aos quilombolas. Planejava com isso quebrar a unidade de Palmares. Como moeda de troca, o governador oferecia paz, tratamento condigno e terras, além de firmar compromisso de que devolveria com vida as mulheres e filhos de negros que tinha aprisionado.
Para negociar, Ganga Zumba enviou ao governador uma comitiva de 15 guerreiros tendo à frente seus três filhos.
A contra-proposta dos negros contemplava pontos fundamentais para a preservação do movimento. Solicitavam:
• liberdade para os nascidos em Palmares;
• permissão para estabelecer ''comércio e trato'' com os moradores da região e
• um lugar onde pudessem viver ''sujeitos às disposições'' da autoridade da capitania.
Comprometiam-se ainda a entregar os escravos que doravante fugissem para Palmares.
Fechado o acordo, em novembro de 1678, Ganga-Zumba em Recife assina o protocolo selando a paz. Estabelecem-se então em Cucaú, localizada a 32 km de Serinhaém.
Mas boa parte dos quilombolas manifesta-se contrária ao acordo por considerá-lo mais uma rendição, uma capitulação disfarçada. E liderados por Zumbi, palmarinos inconformados decidem ignorar Ganga Zumba e continuar em Palmares.
A situação em Cucaú torna-se insustentável. Os seguidores de Ganga vivem sob severa vigilância da autoridade portuguesa e são diuturnamente hostilizados pelos moradores das vilas e povoados próximos.
Não demora e Ganga Zumba percebe que caiu num grande engodo e que todo o seu esforço resultou infrutífero. Termina seus dias morrendo envenenado por um partidário de Zumbi.
Com a morte de Ganga – ocorrida em 1680 – o governador passa a assediar Zumbi, tentando firmar novo acordo. Mas Zumbi segue organizando o Quilombo e ignorando as tentativas da coroa.
Já na gestão do governo de João de Souza uma nova proposta – composta de 17 artigos - é elaborada. Um dos artigos assegurava que “... seriam considerados livres todos os negros e mulatos (...) que tivessem respeitado o acordo de 1678 e que não tinham se rebelado depois disso...''. Mas esta proposta jamais chegou às mãos de Zumbi.
Estava se consolidando o Quilombo que levaria o movimento libertário ao seu mais alto nível de organização. Palmares resistiu durante um período que se estende de 1.600 ao ano de 1694. São quase cem anos - praticamente um século - de lutas homéricas e heróicas. Estruturam algumas das mais densas e nobres páginas da história de constituição da nacionalidade brasileira.
Zumbi foi um bravo, um valente, um destemido. É um grande herói brasileiro. Representa todos os que tombaram em Palmares e os que tem dedicado a vida à construção de um Brasil melhor e mais justo para todos. Em sua homenagem tudo o que se fizer será pouco.

Antônio Carlos dos Santos

http://culturaeducacao.blogspot.com.br/2007/11/quilombo-dos-palmares-ganga-zumba-o.html

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Oxum Areia Branca, Clara Nunes



Oxum, quando canta na beira do rio
Faz um peixe ciscar na areia
Oxum, quando canta na beira do rio
Faz um peixe ciscar na areia

É o Caboclo da Areia Branca
Que traz o ouro pra minha senhora
É o Caboclo da Areia Branca
Que traz o ouro pra minha senhora

Aieieouu

Oxum, quando canta na beira do rio
Faz um peixe ciscar na areia
Oxum, quando canta na beira do rio
Faz um peixe ciscar na areia

A Aruanda já esta em festa
Seu Areia Branca ilumina a terra
A Aruanda já esta em festa
Seu Areia Branca ilumina a terra

Oxum, quando canta na beira do rio
Faz um peixe ciscar na areia
Oxum, quando canta na beira do rio
Faz um peixe ciscar na areia

A Aruanda já esta em festa
Seu Areia Branca ilumina a terra
A Aruanda já esta em festa

Seu Areia Branca ilumina a terra

Congada, Clara Nunes


Benedito Santo
De Jesus querido
Valha-me Deus
Que eu tenho sofrido

Que santo é aquele
Que vem no andor
É São Benedito
Enfeitado de flor (2x)

[Refrão]
É conga, é conga, é congada
Bate marimba e tambor
Vou pegar minha espada
Que eu também sou lutador (2x)

Sou do litoral do Norte
Sou filho de pescador
Batizado pela morte
E criado pela dor

Vou lutar pelo reinado
Contra o embaixador
Vou lutar pelo o reinado
Pois contra o pecado
Não há vencedor

[Refrão]

Eu cresci numa jangada
Eu não vivi, só lutei
Vou entrar nessa congada
Eu vou lutar pelo rei

O rei tem que ser honesto
Pra poder fazer a lei
À sua lei eu me presto
Mas se ele é honesto, eu não sei

[Refrão]

Que santo é aquele
Que vem no andor
É São Benedito
Enfeitado de flor (2x)


[Refrão]

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Carimbó

Carimbó é uma sonoridade de procedência indígena, aos poucos mesclada à cultura africana, com a assimilação das percussões dos negros; e a elementos de Portugal, como o estalar dos dedos e as palmas, que intervêm em alguns momentos da coreografia. Originalmente, em tupi, esta expressão significa tambor, ou seja, curimbó, como inicialmente era conhecido este ritmo. Gradualmente o termo foi evoluindo para carimbó.
Esta dança teve sua origem no território de Belém, mais precisamente na área do Salgado, composta por Marapanim, Curuçá e Algodoal; e também se disseminou pela Ilha de Marajó, onde era cultivada pelos pescadores. Acredita-se que o Carimbó navegou pela baía de Guajará, pelas mãos dos marajoaras, desembarcando nas areias do Pará, justamente nas praias do Salgado. Não se sabe exatamente em que ponto desta região ele tomou forma e se consolidou, embora Marapanim clame pela paternidade desta coreografia, editando anualmente o famoso Festival de Carimbó de Marapanim.
De qualquer forma, esta cadência evoluiu para um formato mais moderno, inspirando decisivamente o nascimento da lambada e do zouk. Tradicionalmente este estilo musical era executado em tambores. Os tocadores golpeavam este instrumento, manufaturado com troncos de árvores, utilizando as mãos no lugar de pequenas varas. Eles eram secundados por reco-reco, viola, ganzá, banjo, maracás e flauta. Juntos, eles conferiam ao carimbó uma musicalidade original e voluptuosa.
Nas décadas de 60 e 70 guitarras elétricas foram acrescentadas aos tradicionais instrumentos, e a dança passou a receber forte inspiração de ritmos como o merengue e a cúmbia. Ao se disseminar pela região Nordeste do país, ela impulsionou o surgimento da lambada, que se difundiria por todo o Planeta.

Nas apresentações do carimbó os homens vestem blusas lisas ou mesmo estampadas, acompanhadas de calças sem estampas; eles não esquecem do lenço adornando o pescoço, do chapéu de arumã, e os pés ficam nus. As mulheres, por sua vez, trajam blusas que liberam os ombros e a barriga, para que fiquem visíveis, usam inúmeros colares e pulseiras confeccionadas com sementes que florescem na região paraense, sobre saias amplas ou franzidas, repletas de cores e estampas. Arranjos florais são dispostos sobre as cabeças, e elas igualmente dispensam sapatos.
A coreografia principia com os casais posicionados em filas, e então o homem acerca-se de sua companheira batendo palmas, sinal para que ela se considere convidada para dançar. Elas cedem e dão início a um volteio circular, constituindo simultaneamente um amplo círculo, movendo as saias, com a intenção de arrojá-las sobre a cabeça de seu parceiro.
A dança segue com uma das bailarinas lançando ao solo um lenço; seu companheiro, dobrado para frente e com os braços jogados para trás, simulando asas, abrem as pernas e se esforçam para apanhar o acessório com a boca, sem sair do ritmo. Enquanto isso a moça apanha a saia com as mãos, agita-a, como se ela fosse um peru, e todos cantam um trecho da música referente a este gesto: O Peru está na roda chô Peru. Tudo corre como se obedecesse, portanto, a um ritual pré-estabelecido, já memorizado por todos.


Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carimbó
http://www.rosanevolpatto.trd.br/dancacarimbo.htm
  

http://www.infoescola.com/danca/carimbo/

terça-feira, 26 de julho de 2016

Congada




Origem desta festa folclórica, significado, instrumentos utilizados, o que é, resumo, folguedo, características, encenação

Congada: festa-cortejo de origem afro-brasileira

O que é (significado e origem)

A congada é uma importante festa popular do folclore brasileiro, que apresenta elementos religiosos e culturais africanos (principalmente do Congo e Angola) misturados com portugueses (cristãos). Costumam acontecer em forma de procissão ou desfile. Tem sua origem no Brasil Colonial, durante a segunda metade do século XVII.

A congada é marcada por danças, cantos e músicas. Possui um forte componente religioso católico, sendo que o santo São Benedito é considerado o padroeiro desta festa. Nossa Senhora do Rosário também é homenageada em muitas congadas, principalmente em algumas cidades do interior de Minas Gerais.

A congada é realizada em regiões do interior de vários estados brasileiros, sendo mais forte em Minas Gerais, Paraíba, São Paulo, Pernambuco e Paraná.

A encenação da congada

A principal referência histórica encenada nas congadas é a coroação dos antigos reis africanos do Congo.

Em algumas congadas, a encenação é marcada também por uma representação de guerra entre os mouros (muçulmanos) e os cristãos. É, na verdade, uma referência à época das Cruzadas. No final da encenação, a vitória é conquistada pelos cristãos.

Durante a encenação ocorrem muitos cantos e danças. A música tem o acompanhamento de uma orquestra formada por violões, violas, reco-recos, atabaques, sanfonas e cavaquinhos.

Os participantes costumam usar roupas brancas com grandes fitas coloridas. Homens e mulheres de todas as idades costumam participar da congada. A presença de afrodescendentes é grande nas congadas, em função de seu forte componente cultural africano.

De acordo com a tradição, na frente do cortejo, alguns participantes (geralmente mulheres) levam bandeiras ou estandartes com imagens de santos católicos.

Quase sempre, a congada termina na frente de uma igreja católica.


http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/congada.htm

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Origem da Festa Junina



Existem duas explicações para a origem do termo "festa junina". A primeira explica que surgiu em função das festividades, principalmente religiosas, que ocorriam, e ainda ocorrem, durante o mês de junho. Estas festas eram, e ainda são, em homenagem a três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Outra versão diz que o nome desta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem apenas a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial(época em que o Brasil foi colonizado e governado porPortugal).

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. DaFrança veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio daChina, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.  

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.  

Festas Juninas no Nordeste 

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas. 

Comidas típicas 

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural de milho verde, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. 

Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais. 

Principais tradições 

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

Já na região Sudeste é tradicional a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
Antes de destacar essas tradições das festas juninas na região Nordeste do Brasil, vamos entender um pouco da origem desses festejos. São duas explicações para o termo festa junina. A primeira é atribuída às festas que ocorrem no mês de junho, a outra é que esta festa se origina em países católicos da Europa e, por causa das homenagens a São João, eram chamadas de festas joaninas.
Essas festas foram trazidas para o nosso país pelos portugueses, ainda no período colonial. Na época, havia uma influência muito grande de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França, por exemplo, veio a dança dos nobres que acabou influenciando muito as típicas quadrilhas junina.
Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.
Todos esses elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais das diversas regiões do Brasil, tomando características particulares em cada uma delas, especialmente no Nordeste.
Embora as festas juninas sejam comemoradas em todas as regiões do país, é no nordeste que elas se destacam ganhando expressividade. No mês de junho os cristãos católicos aproveitam para comemorar e homenagear a três santos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Além das comemorações, o nordestino, de modo particular os sertanejos, aproveitam para agradecer a todos eles pela chuva que cai nesse período, amenizando o sofrimento do homem do campo.
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento.  Pamonha, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim,  mugunzá, cocada, pé de moleque, vinho, batata doce e muito mais.
Desde as comemorações de Santo Antônio, no centro de todos os acontecimentos juninos, está a fogueira, que é um símbolo,  uma tradição mantida até os dias atuais, quando as famílias, nas portas das casas, se reúnem para comemorar, consumindo as comidas típicas, ao som das sanfonas, zabumba e triângulo. Na festa de São João e São Pedro tudo isso se repete.
Uma tradição mantida que empolga os nordestinos são os concursos de quadrilhas realizados em quase todas as cidades nordestinas. Elas apresentam muitas danças, como xote, xaxado e baião. Os trajes chamam atenção – os homens se vestem com camisas quadriculadas, calças remendadas com pano colorido e usam chapéu de palha ou de couro para parecer um matuto, um tabaréu como são chamados na região. Já as mulheres, a saia rodada com várias camadas e babados. O fato é que, com as festas juninas,o nordeste ganha cores, ritmo e sabores. Alegria contagiante!


Festas Juninas e o incremento da cultura afro-brasileira

Por: Nicolau Neto
Postagem: 07:00 04/06/2016
O que para os europeus é a transição da primavera para o verão e a época de maior fertilidade, no Brasil representa a chegada do inverno, o que não impediu que pessoas de todos os estados adaptassem a tradicional festa junina para o país.
Desde os povos primitivos, os homens se acostumaram a se reunir em torno de uma fogueira para dançarem e agradecerem aos deuses pelas colheitas do mês junho, tradição que, com o passar do tempo, se tornou uma celebração a Santo Antônio, São João e São Pedro.
O que para os europeus é a transição da primavera para o verão e a época de maior fertilidade, no Brasil representa a chegada do inverno, o que não impediu que pessoas de todos os estados adaptassem a tradicional festa junina para o país. No Brasil, ao contrário do vinho, os dançarinos aproveitam o quentão e os caldos para afastar o frio.
“Essa festa não é nem cristã. Essa ação de você fazer em junho uma homenagem aos santos não começou assim. Na Grécia e em Roma já se prestavam essas homenagens, mas é ainda mais antigo”, reforça o folclorista e ex-presidente da Associação de Folclore de Minas Gerais, Carlos Felipe Horta. Mas foi com o Cristianismo e a incorporação de diversos elementos da cultura popular que os arraiais se fortaleceram, tendo no Brasil um estilo único graças às crenças e costumes das diferentes regiões, além da influência afro-brasileira.  
                  
Se engana quem pensa que não há explicação para os hábitos e brincadeiras da festa junina. A tradicional encenação do casamento, na qual ao longo dos tempos o delegado, o pai da noiva, a amante abandonada e outros personagens comuns em muitas histórias brasileiras foram adicionados, criando uma cerimônia tragicômica, tem origem nos primeiros anos do Brasil Colônia, quando não havia padres para as celebrações. Na época, como explica Carlos Horta, as uniões eram feitas em frente às fogueiras e as chamas simbolizavam a aprovação dos santos. Dessa forma, também surgiam os laços entre compadres e comadres.

A festa também é uma homenagem à população do campo e às cidades do interior do país. Mesmo nas capitais, pessoas de diversas idades se vestem com roupas características da zona rural, além de relembrar a figura do caipira. Apesar de a festa junina permitir uma mistura de ritmos, como o sertanejo e o forró, a quadrilha é considerada por muitos uma tradição. A dança – que teve início na Grã Bretanha, foi adaptada pelos franceses, importada por Portugal, que por sua vez trouxe o ritmo ao Brasil – era originalmente destinada aos grandes salões, mas ganhou outra sonoridade em solo brasileiro. “A quadrilha se incorporou à festa no Brasil porque ela ‘chegou e pegou”, explica o especialista.

O folclorista Carlos Felipe Horta explica que a festa é tão importante para na zona rural que influencia até mesmo a política das pequenas cidades e povoados. “Em junho e julho, deputado e senador que não aparecer na festa de São João não ganha voto”, conta.
Nos dias de festa, além de dançar, as crianças também aproveitam para brincar de pescaria, passa-anel, jogos com argolas, cadeia, correio elegante, sorteio de prendas e outros. As brincadeiras são semelhantes àquelas das quermesses e outras feiras religiosas e fazem parte do lúdico brasileiro.
Os brasileiros não escondem a crença em superstições, que fazem parte do imaginário popular nos 365 dias do ano, mas é na festa junina que algumas se fortalecem. Nesta época, Santo Antônio é o preferido dos fiéis para fazer preces e promessas, principalmente quando o assunto são casamentos. As solteiras que desejam se casar costumam rezar para o santo, só que se a oração não for atendida, decidem ser mais severas. “Você pede, se não consegue, apela”, explica Horta. Um dos artifícios para “convencê-lo”, é colocar a imagem no poço e, em último caso, tirar a imagem de Jesus que é carregada por Santo Antônio. “Aí ele te ajuda de qualquer maneira”, reforça o folclorista.
Outra crendice é pegar um prato com água e derramar uma clara de ovo sobre ele. Caso a imagem que se forme seja semelhante a uma estrela, é preciso se alegrar porque isto é um sinal de fortuna e amor a caminho. Mas se a figura for parecida com uma cruz, o perigo é iminente, alerta Carlos Horta.
Por meio das influências afro-brasileiras, em especial do Candomblé, a festa junina brasileira passou a ter novas manifestações no país. Um exemplo é a relação estabelecida entre os santos e os orixás. “As imagens de São Pedro e São João são ‘sincretizadas’ com a de Xangô”, afirma o especialista em folclore brasileiro. Santo Antônio é representado por Ogun. Seguindo esta vertente, outras superstições foram adicionadas à festa. É o caso da tradição de se dançar com uma tigela cheia de brasas na cabeça, comum para alguns descendentes de africanos.
A festa junina do Quilombo Mato do Tição, citada por Horta, é um exemplo do encontro entre a cultura africana e a crença em São João. Membros da comunidade localizada na cidade de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, festejam a principal atração da festa, momento em que as brasas da fogueira são colocadas no chão e os fiéis caminham sobre elas para demonstrar a fé no santo.
Quitutes
Aqueles que estão acostumados a frequentar festas juninas sabem que existem algumas comidas consideradas tradicionais da festa. A atração principal dos arraiais brasileiros é o milho. A partir do cereal, grande parte dos quitutes típicos de São João é feita, como a canjica, a canjiquinha, o curau, o cuzcuz, a pamonha, a pipoca, o milho cozido e o suco de milho verde. O amendoim e o coco também aparecem como ingredientes de muitas receitas, é o caso dos doces pé de moleque, cajuzinho, bom-bocado, cocada e quebra-queixo.
Da mesma maneira que as festividades na Europa são “regadas” a vinho, a bebida também é apreciada no Brasil, mas por aqui se bebe o vinho quente e o quentão – receita que mistura gengibre e cachaça. Como a comemoração aos santos geralmente é feita a noite, os caldos e o churrasquinho são boas pedidas para se esquentar no inverno.




quarta-feira, 18 de maio de 2016

Hino a São José do Rio Preto

Hino de São José do Rio Preto

Letra: FERDINANDO GIOVINAZZO
Música: DEOCLECIANO DE SOUZA VIANNA (Vianninha)

I
Das sementes da luta e trabalho
Brotam flores de puro ideal
E a cidade ao compasso do malho
Vai seguindo na marcha triunfal

CORO
São José do Rio Preto,
Tua marcha, tua fé,
Vão levando para a glória
O pendão de São José

II
Ó viajor que de longe vieste
Para ver esta gente viril,
Vem conosco que vamos p'ro Oeste
Desbravar os sertões do Brasil

III
Pela Pátria a marchar, que alegria
Todo um século vela por nós
É tão grande o fervor que nos guia

Que o Brasil há de ouvir nossa voz

Poemas dos Índios, 2013, 5 D

Índios

Havia um curumim
Que viu um jasmim
Avisou pra cunhatã
Que estava com sua irmã.

Havia um português hostil
que viu o índio e fugiu.
O índio sadio
ficou com ódio.

Quando o índio põe o cocar
ele quer dançar
e com tanta sabedoria
ele dança com alegria

Luana Mille









O índio no Brasil

O dia começou e foi o curumim
para o jardim
onde cheirou um jasmim
ele até gostou
levou para a cunhatã
mas ela não gostou
e levou pra sua irmã.

Em uma só oca
faziam trinta tapiocas
e também tinha mandioca.
Mas as sete cunhatãs
foram colher maçãs.

Leonardo H. de Souza da Silva










Como aconteceu quando os portugueses chegaram ao Brasil

Um índio que morava na sua oca
Saiu dela para colher mandioca.
Enquanto isso os curumins
Avistaram um campo cheio de jasmins.
A pequena cunhatã
Acorda de manhã
Para comer uma maçã.
Em 1500 chegou ao Brasil
O português muito hostil,
Viram o índio
Muito sadio
E perceberam que em qualquer parte
O índio tem muita arte.
O português tentou escravizar o índio
Que ficou com muito ódio
E fugiu
Para o interior do Brasil.

Gabriel Henrique de A. Baroni





O índio a casar

O índio na montanha estava a caçar
e avistou um lindo e belo colar
que estava em uma índia a brilhar
ela parecia um anjo que estava a cantar
passou-se um dia e ele viu ela pescar
andando de canoa e avistou ela pintar.

Voltando a sua oca
para fazer um novo cocar
achou lindas penas que estavam a planar
ele deu para a índia com quem foi se casar.

Gabriel Andrade de Morais












O trechinho do jasmim

Um curumim
cheirava um jasmim,
com sabedoria
e com alegria
fazia uma tapioca
com mandioca.





As belas irmãs pela manhã

Numa bela manhã
uma cunhatã
comia uma maçã
com sua irmã.
Num belo dia
elas fariam
uma bela arte
com penas numa parte.

Marcelo


Os portugueses chegaram

O português hostil
chega ao Brasil.

O curumim
que estava cheirando jasmim
dentro do jardim,
alertou a cunhatã
que estava comendo maçã.
ela logo correu para contar pro índio
que estava pescando no rio.

Rapidinho o índio foi ver se era verdade
o que a cunhatã disse com muita lealdade.
Ele viu que era autenticidade
e logo diminuiu sua felicidade.

Juiliana Lara Spaziani








A cunhatã no café da manhã

A cunhatã acordou de manhã
chamou sua irmã
comeu uma maçã
no café da manhã
com tanta alegria
agradeceu ao seu dia.


O curumim no jardim

O curumim acordou
e foi até o seu jardim
encontrou uma flor
que se chama jasmim.
Uma cunhatã
chamou ele pra ir para a oca
para experimentar uma tapioca.


Mandioca na oca

Num belo dia
o índio foi colher mandioca
resolveu levar para sua oca
e a cunhatã adorou
mas queria uma maçã.

Lorraine V. de Oliveira Pagan
O índio e o curumim

O índio passeava com um curumim
e ele pegou uma flor de jasmim.
Eles chegaram a sua oca
e com sua família comeram mandioca.

Lauana M. Chaves


















A pequena cunhatã

Uma cunhatã
comendo maçã
em uma bela manhã
com sua irmã.

Então veio o português hostil
e para o fundo do Brasil
ela fugiu.

O belo colar

O índio pegou o cocar
e começou a cantar
e dançar
com um belo colar.

Emilly V. S. de Oliveira








O Brasil

Em 1500 no nosso Brasil
Infelizmente chegou um português hostil.
Queria encontrar muita riqueza
Só achou o pau-brasil e dos índios a esperteza.

Acharam que eram os donos do Brasil
Mas sendo escravizado, muito índio fugiu.
Em qualquer lugar, em qualquer parte
Sempre tem índio com graça e arte.

Curumim, curumim
Para cunhatã traga um lindo jasmim.
Cunhatã, cunhatã
Para curumim traga uma maçã.

Larissa G. Reis dos Santos









A vitória do índio

O índio que vivia tranquilo
na sua oca
com sua família
comendo mandioca.

O português chegou
o índio, com medo, fugiu.
No meio do caminho encontrou
uma cunhatã
comendo maçã
numa manhã.

O português foi embora
com ódio
do índio
que usou sua sabedoria.

Robert