Escola Municipal Dr. Wilson Romano Calil

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016



Levei quatro anos para pintar como Raphael, mas a vida toda para pintar como uma criança" Pablo Picasso


“Eu invento tudo na minha pintura. E o que eu vi ou senti, eu estilizo.”  TARSILA DO AMARAL

IMBUÍDOS PELO PRAZER DA ARTE OS ALUNOS DO 4°ANO A COLOCARAM EM PRÁTICA TODAS AS TÉCNICAS DE PINTURA QUE APRENDERAM COM A PROFESSORA  RITA (MONOCROMIA, ISOCROMIA, SOMBREADO...)
























SEQUÊNCIA DIDÁTICA: REVISTA CIÊNCIA HOJE PARA CRIANÇAS


OS ALUNOS DO 4° ANO B ENCERRARAM  A SEQUÊNCIA DIDÁTICA DA REVISTA CHC COM APRESENTAÇÃO DAS REPORTAGENS QUE MAIS GOSTARAM...




















terça-feira, 8 de novembro de 2016

Para Saber: Anastácia

Anastácia: resistência negra santificada
Por: Thaís Nascimento

Foi em mil oitocentos e oitenta e oito, então a 13 de maio depois da Abolição que o escravo, a princesa fez a sua libertação Me refiro a uma história de uma escrava sofrida por nome de Anastácia que foi muito perseguida e sacrificada a ponto de cedo perder a vida (Cordel da Escrava Anastácia)
Cultuada no Brasil como santa e heroína, considerada uma das mais importantes figuras femininas da história negra, a vida da escrava Anastácia é um misto de luta, bravura, resistência, doçura e fé. Nas versões orais ou escritas, os registros falam sobre uma bela mulher que não cedeu aos apelos sexuais de seu senhor e, por isso, foi estuprada e amordaçada. A luta de Anastácia transformou-se em exemplo e até hoje sua força inspira milhares de devotos. A história de Anastácia começa em 9 de abril de 1740, com a chegada no Rio de Janeiro do navio negreiro “Madalena” vindo da África.
No carregamento havia 112 negros Bantus, originários do Congo, para serem vendidos como escravos. Entre eles, estava Delminda, mãe de Anastácia, que foi arrematada por mil réis assim que chegou ao cais do porto. Foi violentada e acabou ficando grávida de um homem branco, motivo pelo qual Anastácia, sua filha, nasceu com os olhos azuis. Representada como uma mulher forte, guerreira e algumas vezes orgulhosa, Anastácia era conhecida por reagir e lutar contra a opressão do sistema escravista. Era muito cobiçada por sua beleza, mas ao mesmo tempo em que cultivava o desejo, seu comportamento despertava a ira de seus senhores e também de suas mulheres, que não se conformavam com a beleza da escrava.
Anastácia foi sentenciada a usar uma máscara de ferro por toda a vida, que só era retirada na hora de se alimentar. Suportou por anos a violência dos espancamentos, que só terminariam em sua morte. Sua resistência diante da dor e dos maus tratos sofridos acabou por incentivar outros negros escravizados.


Os restos mortais de Anastácia foram sepultados na Igreja do Rosário e sumiram após um incêndio fazendo com que aumentassem as dúvidas a respeito da história da moça. Ao mesmo tempo, a crença popular a tornou um mito religioso. Segundo seus devotos, “A Santa” (como é cultuada dentro das religiões Afro-Brasileiras), é capaz de realizar milagres. Anastácia colocava as mãos no doente e os males desapareciam. Por ironia do destino, o dom que possuía acabou levando Anastácia a salvar a vida do filho do fazendeiro que a violentou.
Em desespero, a família decidiu recorrer à escrava para salvar a vida do menino. Pediram sua ajuda e a Santa realizou a cura, para espanto de todos. Atualmente, muitas entidades estão unidas no propósito de solicitar ao Papa, a beatificação da escrava Anastácia. Ao perfil de guerreira que luta contra a escravidão e a torna modelo de liderança e resistência, soma-se o de milagrosa. Parte da história de Anastácia foi recuperada em 1968, quando a Igreja do Rosário, no Rio de Janeiro, fez uma exposição em homenagem aos 90 anos da Abolição. Lá foi exposto um desenho de Étienne Victor Arago em que reproduzia uma escrava do século XVIII que usava máscara de ferro, método empregado nas minas de ouro para impedir que os escravos engolissem o metal.
A existência de Anastácia é colocada em dúvida por estudiosos do assunto, já que não existem provas materiais de sua existência, mas a fé em sua existência atrai milhares de devotos pelo país. O “Consagrado à Escrava Anastácia”, celebrado no dia 12 de maio, data em que Anastácia nasceu em Minas Gerais, foi escolhida para relembrar a vida da escrava guerreira.


http://www.ceert.org.br/noticias/historia-cultura-arte/3526/anastacia-resistencia-negra-santificada

Para Saber: Zumbi dos Palmares

Quem foi Zumbi e realizações

 Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi o principal representante da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos pobres expulsos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
 Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue ao padre jesuíta católico Antônio Melo, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa, latim, álgebra e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, fugiu de Porto Calvo para viver no quilombo dos Palmares. Na comunidade, deixou de ser Franciso para ser chamado de Zumbi (que significa aquele que estava morto e reviveu, no dialeto de tribo imbagala de Angola).
 No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
 Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.
 O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

Importância de Zumbi para a História do Brasil
 Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/zumbi_dos_palmares.htm

http://www.zumbidospalmares.edu.br/

Para Saber: Dandara

Personalidades Negras – Dandara

Guerreira do período colonial do Brasil, Dandara foi esposa de Zumbi, líder daquele que foi o maior quilombo das Américas: o Quilombo dos Palmares. Com ele, Dandara teve três filhos: Motumbo, Harmódio e Aristogíton. Valente, ela foi uma das lideranças femininas negras que lutou contra o sistema escravocrata do século XVII e auxiliou Zumbi quanto às estratégias e planos de ataque e defesa da quilombo.

Não há registros do local onde nasceu, tampouco da sua ascendência africana. Relatos e lendas levam a crer que nasceu no Brasil e se estabeleceu no Quilombo dos Palmares enquanto criança. Ela foi uma das provas reais de que a mulher não é um sexo frágil. Além dos serviços domésticos, plantava, trabalhava na produção da farinha de mandioca, caçava e lutava capoeira, além de empunhar armas e liderar as falanges femininas do exército negro palmarino.

Sempre perseguindo o ideal de liberdade, Dandara não tinha limites quando o que estava em jogo era a segurança do quilombo e a eliminação do inimigo. Ela defendia que a paz em troca de terras no Vale do Cacau, que era a proposta do governo português, seria um passo para a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão. Suicidou-se depois de presa, em seis de fevereiro de 1694, para não voltar na condição de escravizada.

Para Saber: Ganga Zumba

Quilombo dos Palmares: Ganga-Zumba, o precursor.
Estamos já no mês de novembro, o mês em que ocorreu o assassinato de Zumbi dos Palmares. A grande emboscada ocorreu no dia 20 de novembro de 1.695, data oficializada como o Dia Nacional da Consciência Negra. Este mês publicarei neste espaço alguns artigos que discorrem sobre o herói nacional e o Quilombo dos Palmares, esta grande experiência libertária da gente brasileira.
Ganga-Zumba, o precursor.
O negro Ganga Zumba foi o primeiro grande líder, o primeiro rei do Quilombo dos Palmares. Mantinha um grau de parentesco com Zumbi - era tio do imortal guerreiro.
No ano de 1677, o governo colonial enviou para aniquilar o novo Quilombo a expedição portuguesa de Fernão Carrilho. A batalha foi dura e cruel. As tropas da coroa portuguesa feriram Ganga Zumba, e aprisionaram dois de seus – Zambi e Acaiene – além de dezenas de outros guerreiros negros. Mas o rei negro conseguiu escapar. No ano seguinte, o governador da província, Pedro de Almeida tentou promover entendimentos apresentando a primeira proposta de paz aos quilombolas. Planejava com isso quebrar a unidade de Palmares. Como moeda de troca, o governador oferecia paz, tratamento condigno e terras, além de firmar compromisso de que devolveria com vida as mulheres e filhos de negros que tinha aprisionado.
Para negociar, Ganga Zumba enviou ao governador uma comitiva de 15 guerreiros tendo à frente seus três filhos.
A contra-proposta dos negros contemplava pontos fundamentais para a preservação do movimento. Solicitavam:
• liberdade para os nascidos em Palmares;
• permissão para estabelecer ''comércio e trato'' com os moradores da região e
• um lugar onde pudessem viver ''sujeitos às disposições'' da autoridade da capitania.
Comprometiam-se ainda a entregar os escravos que doravante fugissem para Palmares.
Fechado o acordo, em novembro de 1678, Ganga-Zumba em Recife assina o protocolo selando a paz. Estabelecem-se então em Cucaú, localizada a 32 km de Serinhaém.
Mas boa parte dos quilombolas manifesta-se contrária ao acordo por considerá-lo mais uma rendição, uma capitulação disfarçada. E liderados por Zumbi, palmarinos inconformados decidem ignorar Ganga Zumba e continuar em Palmares.
A situação em Cucaú torna-se insustentável. Os seguidores de Ganga vivem sob severa vigilância da autoridade portuguesa e são diuturnamente hostilizados pelos moradores das vilas e povoados próximos.
Não demora e Ganga Zumba percebe que caiu num grande engodo e que todo o seu esforço resultou infrutífero. Termina seus dias morrendo envenenado por um partidário de Zumbi.
Com a morte de Ganga – ocorrida em 1680 – o governador passa a assediar Zumbi, tentando firmar novo acordo. Mas Zumbi segue organizando o Quilombo e ignorando as tentativas da coroa.
Já na gestão do governo de João de Souza uma nova proposta – composta de 17 artigos - é elaborada. Um dos artigos assegurava que “... seriam considerados livres todos os negros e mulatos (...) que tivessem respeitado o acordo de 1678 e que não tinham se rebelado depois disso...''. Mas esta proposta jamais chegou às mãos de Zumbi.
Estava se consolidando o Quilombo que levaria o movimento libertário ao seu mais alto nível de organização. Palmares resistiu durante um período que se estende de 1.600 ao ano de 1694. São quase cem anos - praticamente um século - de lutas homéricas e heróicas. Estruturam algumas das mais densas e nobres páginas da história de constituição da nacionalidade brasileira.
Zumbi foi um bravo, um valente, um destemido. É um grande herói brasileiro. Representa todos os que tombaram em Palmares e os que tem dedicado a vida à construção de um Brasil melhor e mais justo para todos. Em sua homenagem tudo o que se fizer será pouco.

Antônio Carlos dos Santos

http://culturaeducacao.blogspot.com.br/2007/11/quilombo-dos-palmares-ganga-zumba-o.html

sexta-feira, 28 de outubro de 2016